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buzina em stacatto

Wednesday, April 9th, 2008

O trânsito de São Paulo é caso de exército. Acho engraçado que os noticiários tratam a chuva como monstro devorador de almas, mas o trânsito, que, ao lado da poluição, é o fator mais caótico desta cidade, nem sempre é alardeado. Porque é rotina. Eba. Tanto é que tem até uma rádio, a SulAmérica, que só fala de trânsito, tododiaodiatodo. Daí que ontem a Déia (sem link!) surgiu com umas idéias fantásticas a respeito dessa rádio. Idéias absolutamente blogáveis. Mas como ela não tem blog (sim, eu tenho amigos que não têm blogs), peço licença pra transmiti-las aqui:

Fran? Fran, meu, cadê você? Tá dormindo abraçada de conchinha com um mendigo? Meu, Fran, eu tenho umas idéias muito doidas de manhã quando tou indo trabalhar ouvindo Rádio SulAmérica”:

Todas as manhãs o radialista lista as vias mais congestionadas da Cidade.

‘Vamos agora ao ranking das vias mais congestionadas de São Paulo”

Todas as manhãs, a Déia imagina uma torcida organizada curtindo esse ranking.

“3. Radial Leste

2. Bandeirantes

1. Marginal Pinheiros”

E aí entra a galera presa no trânsito delirando na Marginal. No mesmo minuto todos os motoristas vão às alturas numa comemoração à colocação:

“Aeeeee! Uhuuuul! É nóis! CHUPA RADIAL!”

e começando o dia de um jeito muito mais feliz.

Seria muito interativo também organizar notas pra essas filas de carros também.

“Rebouças. Alegoria. Nota: 10″.

E a Déia foi além. Está organizando um call to action para as pessoas ligarem para a Transamérica e apoiarem a seguinte idéia:

“Vamos organizar uma ação de protesto legal. O radialista diz: ‘galera da Marginal Tietê, todo mundo a postos, quem estiver ouvindo esse sinal, dê uma buzinada curtinha!’. Coisa de meio segundo. O resultado? Quem está ouvindo a rádio se diverte, enquanto quem não está, vai ficar intrigado pelo resto do dia.”

“- Ô Siqueira… acho que tou ficando louco. Você também teve a impressão de ouvir um ‘bibizinho’? Todo mundo buzinando ao mesmo tempo?

- Que isso, Almeida, tá mal, hein? Não ouvi nada não (haha ouvi sim).”

Pensem nisso, ok?