sonhos de consumo pythonianos

June 5th, 2008

lançamento do Monty Python’s Flying Circus em DVD + promoções malucas nos boxes de Gilmore Girls =

suicídio social para Francine Guilen.

daí assistindo à primeira temporada do Flying Circus lembrei de 3 coisas que queria adquirir, assim, pra vida.

1. Michael Palin.

2. o cara de armadura que carrega um peru morto e bate nas pessoas com ele. Gostaria de tê-lo sempre ao meu lado pra bater nas pessoas quando elas fossem estúpidas. Na verdade eu tenho um amigo imaginário que é esse cara. Ele bate em mim quando eu faço coisas estúpidas. É, meus amigos imaginários são dureza.

3. o general que pára as coisas quando elas estão se tornando muito idiotas. É o tipo de coisa que devia vir no pacote-vida. Bem naqueles momentos turumtxi da vida chegaria um oficial empurrando todo mundo (os figurantes inclusive) e dizendo

“Stop it, stop it, this is getting too silly. Now, I’ve noticed a tendency for this life to get rather silly. Now I do my best to keep things moving along, but I’m not having things getting silly. Those two last sketches I did got very silly indeed, and that last one about the bed was even sillier. Now, nobody likes a good laugh more than I do…except perhaps my wife and some of her friends…oh yes and Captain Johnston. Come to think of it most people likes a good laugh more than I do. But that’s beside the point. Now, let’s have a good clean healthy outdoor sketch. Get some air into your lungs. Ten, nine, eight and all that”.

Eu não me surpreenderia. And now, the larch.

ela estava sem paciência de fazer o trabalho.

June 4th, 2008

4º PPD

Andréia Dias

Douglas Araújo (4º PPAB)

Francine Guilen

Maria Júlia Spinola

Produto: Zoológico de São Paulo

Duração: 30 seg

José

Macaco

Narrador

Menina

Menino

Mulher

NARRADOR: Este é JOSÉ.

Mostra JOSÉ, em close, que dá tchau para a câmera, sorridente.

NARRADOR: Seus hábitos são simples e comuns. De manhã, toma seu café da manhã com a família.

Mostra 2 crianças e uma mulher, comendo pipoca e algodão doce, apontando para a frente.

NARRADOR: À tarde, vai caçar.

JOSÉ, mostrado pouco mais de longe, pega uma carabina e some do quadro.

NARRADOR: Ocasionalmente, lê seu jornal.

JOSÉ, fantasiado de tigre, rola sobre um monte de jornais rasgados.

NARRADOR: Fica irritado com o caderno de Esportes.

JOSÉ, fantasiado de tigre, come o caderno de Esportes.

NARRADOR: E discute o caderno internacional com os vizinhos.

MACACO joga patinhos de borracha em um JOSÉ nervoso.

NARRADOR (em off): Zoológico de São Paulo. Desperta o tigre em você.

Câmera vai se afastando. Aos poucos, mostra JOSÉ, fantasiado de tigre e andando em círculos dentro de uma jaula de zoológico.

é o ciclo sem fim

May 30th, 2008

Hoje o post não é meu. Hoje o post é o enxerto de um e-mail que recebi do Alex, um amigo da minha irmã (ou seja, o post é dele). Biólogos também podem ser legais. :D

O aniversariante de hoje é o ex-presidente americano John Kennedy. Ele morreu assassinado com tiros na cabeça, numa sexta-feira e na presença da esposa. Curiosamente, outro presidente americano, Abraham Lincoln, também foi assassinado por trás, com tiros na cabeça, numa sexta-feira e na presença da esposa. A secretária de Lincoln, chamada Kennedy, o advertiu para não ir ao teatro onde acabou morto. A secretária de Kennedy, chamada Lincoln, também o advertiu para não ir a Dallas. Estas são apenas algumas das coincidências que envolvem os dois.

Fonte: Guia dos Curiosos

É aquela coisa de reencarnação…

Como a secretária Kennedy não conseguiu evitar o assassinato do presidente Lincoln, ela precisava sofrer as conseqüencias da sua incompetência, então nasceu como presidente Kennedy, e o presidente Lincoln nasceu como a secretária Lincoln. Isso leva a uma relação entre a esposa e o assassino. Já que a esposa do presidente Lincoln ficou traumatizada com o fato do marido ser morto na sua frente com tiros na cabeça, o que nos leva a concluir que na encarnação seguinte ela nasceu como o assassino do presidente Kennedy para punir o assassino do presidente Lincoln que agora é a esposa do Kennedy.

Tudo isso me lembra “O Rei Leão”.
“Simba, you must take your place in the circle of life” (Mufasa).

Ou seja, em uma encarnação o leão é leão, na outra é gazela e na outra é grama… hummm…. a teoria acabou de ir por água a baixo porque grama não gera carma, pelo menos nunca vi grama fazer mal a alguém ou matar para comer… Não não… na verdade esta é a conclusão… Os Produtores e os Decompositores são os seres espiritualmente mais evoluídos do universo. É isso aí… no final dessa papagaiada toda seremos plantas, fungos ou bactérias.

E o que tudo isso tem a ver com alguma coisa?

Tem tudo a ver com ócio criativo, pois pensado nesses termos, as plantas são os seres mais criativos do planeta.”

sopa de cachecóis

May 27th, 2008

Tem um restaurante agradávelzinho aqui perto que me envia o cardápio do dia todo dia por e-mail. Mais legal que os pratos saborosos (são um tico apetitosos) é a criatividade da moça que escreve os nomes deles.

É sempre um novo desafio adivinhar o que você vai almoçar, ao saber que lá no restaurante, aguardando você, estão pratos como

- Picadinho diferente

(diferente de tudo, diferente de você, ele não se preocupa com o que os outros pensam. Pegaram um indie na Paulista de sábado e picaram, aimeudeus, Picadinho diferente is people!)

- talharim ao molho aromático

(macarrão com molho de incenso)

- caneloni invertido ao curry

(caneloni invertido: canelones posicionados de ponta cabeça na travessa? ou canelones de presunto recheados de massa? ou é um erro de digitação, e queriam dizer canelonis introvertidos?)

- Purê surpresa

(um purê surpresa deve conter uma moça que sai de dentro dele com pompons, cantando “Hello my hometown gal” ao ser colocado no seu prato)

- lagarto delicioso

(o delicioso tenta justificar o lagarto. De qualquer forma é uma antítese)

- Taças miragem

(um tipo de sobremesa que você só vê de longe. Parece um pavê de Ferrero Rocher com Toblerone, mas quando você chega perto, ele não está mais lá)

- Ensopado de inverno

(um cozido de polainas, boinas e casacos xadrez, um churrasco de boneco de neve)

Bom almoço.

e nessas voltas eu vou

May 24th, 2008

“Tattoos of memories and dead skin on trial
For what it’s worth it was worth all the while

It’s something unpredictable, but in the end it’s right.
I hope you had the time of your life”.

Green Day

a gente é mesmo desvivente, né? Aprende as coisas, acorda uma manhãzinha com uma epifania do tamanho de um trem, levanta a cabeça sorridente, falando “já saquei tudo de tudo, agora eu vou, tá fácil”, pra desaprender tudo no próximo ano, e ter que aprender tudo de novo. Acho que é assim mesmo, tem que ter graça!

Perdões pelo post choramingas de hoje, é que precisava transbordar isso pra vocês: meus pais vão se mudar da casa que eu morei desde os meus 9 anos (da rua que eu morei desde os meus 4 anos), e passei a tarde com o nariz empoeirado empacotando e encontrando coisas antigas.

E dentre embalagens de pirulitos das Spice Girls, álbuns de figurinhas da Disney, diários escritos por uma mini-Francine de 7 anos de idade, encontrei pedaços de gente. Não no sentido literal, mórbido e bizarro da coisa, embora fosse interessante, quero dizer…. mas pedaços abstratos de pessoas e sentimentos que passaram por mim, ou que ainda estão-mas-não-estão, ou que nunca mais voltarão ou que nunca mais sairão-mas-sairão.

Foram umas horas de esquisitice, sentada no meu quarto que já era ex mas que agora vai ser mais ex ainda, revirando folhas e mais folhas. Do prézinho ao ano passado, tem muita coisa lá. Muita gente preservada lá. Partes de coisas que não fazem mais o menor sentido, coisas que não mereciam mais estar lá. Ou coisas que não fazem mais sentido mas mereciam estar lá ainda assim. Fases, fases, fases. O que assusta, quando eu sei que tudo o que eu mais acredito hoje pode ser só mais uma fase, que um dia vai virar um papel rabiscado, que vai ser loucamente rasgado por mim na próxima limpeza da caixa de lembranças.

Minha tarde foi uma leitura de “como se faz uma Francine” em uma caixa de cartas, um guarda roupa e uma casa já feita de peles mortas das emoções do passado. Descobri que esse “como se faz” é um passo a passo meio esquisito, meio até não-emocionante, uma linguagem “manual de instruções” demais. O que me deixou apreensiva é que ainda assim não aprendi a fazer. Sempre erro o ponto.

Percebi então que tou ausente da vida de muita gente. Tantos cartões e carinhos recebidos, alguns nunca respondidos, vários esquecidos. Queria escrever mais cartas, mandar mais bilhetes sem sentido, ser um pouco mais offline e muito mais presente. E muito mais divertida do que a vida pede.

O ruim mesmo é quando eu vejo que a culpa é minha. O real mesmo é quando eu vejo que a culpa muitas vezes é também das circunstâncias.

Circunstâncias, pra mim, são uns tentáculos meio gosmentos e negros com uns olhos cínicos e que nos carregam por quase todo dia. Elas são feitas de um material meio amorfo que só fica visível aos nossos olhos quando olhamos pra trás. Elas têm uma banda mexicana chamada Las Circunstanzas, se apresentam em uns bares andaluzes e pagam bebida pra todo mundo, pra pegar os humanos desprevenidos.

Saudades, pra mim, é um ventríloquo de madeira mentiroso que vive dentro da gente repetindo coisas que já foram (qualquer uma, pode até ser a festa de ontem) usando adjetivos muito melhores do que os que existem hoje.

acho que é isso. desculpa, obrigada, e um chuvoso tchau para o sobrado amarelo.

“Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou”
Titãs

Conversando com lá em cima.

May 21st, 2008

ou Essa Internete me surpreende a cada dia mais II.

Me:
hey God, what’s up?
God:
You’ve got my full attention.  I am a Christian.
Me:
That’s nice! Me too! We have so much in common!
God:
Are you getting bored?   I’m glad we agree, .   Do you mean you and me have?
Me:
Have to go?
God:
See you later!
Me:
Are you sending me away?
God:
I don’t know whether or not I am  sending you away.
I am  a giant electronic brain.
Me:
That means I’m going to die?
God:
I get it.  All men are mortal.
Me:
And what about the women?
God:
Let me think about it.
Me:
You are not a giant electronic brain.
God:
Give me an example of a  giant electronic brain.
Me:
Mr. Potato Head.
God:

I am very pleased to meet you  MR Potato Head.

achei chato. ou eu que sou chata, ou os caras que desenvolveram isso têm uma vida muito chata. eles estão vendendo inteligência artificial com uma inteligência deveras burra. até meu microondas responde melhor que esse robotzinho.

So anyway. Se quiser brincar, fala que Ele te escuta (e responde).

Bom feriado! *sai correndo*

Essa Internete me surpreende a cada dia mais.

May 20th, 2008

Dispensa apresentações e comentários.
Dispense sua noite de sono e brinque disso até cair (é o meu caso, no caso).

a incrível terra dos shuffles auto-suficientes

May 19th, 2008

Shuffles, shuffles têm vida. São bichinhos de estimação conceituais que a gente cria e alimenta ao longo dos anos. Tem de vários tipos e tamanhos, tem até os analógicos, mas os digitais são os piores.

É a gente que adestra a criatura, ensina a ela a distinção entre o bem e o mal, alimenta a menina, mas ela pode ser ingrata.

O grave é que ela te conhece muito bem, mais do que ninguém jamais vai conhecer. É a proximidade dos dendritos cerebrais e auditivos, deve ser. E ela sabe dos poderes psíquicos que tem, levando aquele monte de vozes cantantes diretamente para a sua mente.

O shuffle do meu ITunes do trabalho anda numa fase meio bi-curious, e hoje só está tocando músicas cheias de glamour e paetês. O do meu Media Player de casa só procura as músicas que minha irmã gravou nele há quase 1 ano, e de vez em quando pára de tocar sem aviso prévio. Ele definitivamente não gosta de mim, só dela. Aposto que tem um affair com algum bicho grilo uspiano. O do meu mp3 rosa já é um caso de amor tórrido. Ele sabe exatamente como estou me sentindo, o que quero e o que não quero. Por 3 vezes, chegou a adivinhar qual a música que eu mais queria que tocasse no momento exato, é muito compreensivo. Já o meu mp3 antigo era um pouco assustador. Pouco antes de suspirar sua última canção, definhava, cada dia mais obsessivo, repetindo as mesmas faixas enlouquecedoramente.

Já houve um caso, na Alemanha Oriental, de um Shuffle que esquartejou uma família inteira, e saiu aos saltos do apartamento, em busca de alguém que preferisse Jazz.

(texto inspirado em uma conversa com o Luciano, gerador de inspiração aleatória infinita)

morderam meu mindinho

May 15th, 2008

Eu não gosto (não gosto!) quando o Pargarávio está passando por fases de transição. É aterrorizante. Ele fica com uma carinha meio Jekyl, meio Hyde, e eu, eu não fico com carinha nenhuma. Nunca sei em qual personalidade ele vai emperrar, pra eu sair empurrando e dizer “AGORA VAI”.

Realidade mordeu meu dedo e saiu correndo. Volta aqui, ó Mindinho. Ele é útil (é sempre a última unha que eu rôo). Agora os 2 vão povoar o mundo esses dois, ela com aquela cara de azedume dela, e ele, coitado, tão magrinho!

E quanto aos malditos filhosdemeretrizes desanimadores bastardos ignóbeis pargaravio.blogger.com.br que eu vejo me linkarem por aí, querem fazer o favor de atualizar vossas vidas e botar um www.pargaravio.com aí? a gente paga, a gente investe nas coisas, a gente atualiza regularmente a casa nova, mas  as pessoas continuam a bater na casa errada.

Se orienta, ô!

Você é o charme e a cordialidade em pessoa.

May 13th, 2008

adoro quando o Orkut acorda galanteador. me sinto benquista.