Archive for the ‘teevee’ Category

sonhos de consumo pythonianos

Thursday, June 5th, 2008

lançamento do Monty Python’s Flying Circus em DVD + promoções malucas nos boxes de Gilmore Girls =

suicídio social para Francine Guilen.

daí assistindo à primeira temporada do Flying Circus lembrei de 3 coisas que queria adquirir, assim, pra vida.

1. Michael Palin.

2. o cara de armadura que carrega um peru morto e bate nas pessoas com ele. Gostaria de tê-lo sempre ao meu lado pra bater nas pessoas quando elas fossem estúpidas. Na verdade eu tenho um amigo imaginário que é esse cara. Ele bate em mim quando eu faço coisas estúpidas. É, meus amigos imaginários são dureza.

3. o general que pára as coisas quando elas estão se tornando muito idiotas. É o tipo de coisa que devia vir no pacote-vida. Bem naqueles momentos turumtxi da vida chegaria um oficial empurrando todo mundo (os figurantes inclusive) e dizendo

“Stop it, stop it, this is getting too silly. Now, I’ve noticed a tendency for this life to get rather silly. Now I do my best to keep things moving along, but I’m not having things getting silly. Those two last sketches I did got very silly indeed, and that last one about the bed was even sillier. Now, nobody likes a good laugh more than I do…except perhaps my wife and some of her friends…oh yes and Captain Johnston. Come to think of it most people likes a good laugh more than I do. But that’s beside the point. Now, let’s have a good clean healthy outdoor sketch. Get some air into your lungs. Ten, nine, eight and all that”.

Eu não me surpreenderia. And now, the larch.

a Globo e os crentes da novela

Saturday, May 3rd, 2008

Há um (bastante) tempo atrás eu escrevi um post xingando horrores a Globo por exaltar tudo que era tipo de religião, mas deixar os evangélicos (uma quase-maioria com cara de minoria) de lado, sempre com aquela pecha de muléfeiaquenãodepilaasperna que eu abomino, tanto quanto o abominável homem das neves é abominado pelas… neves. Apesar de um pouco velhinho e datado, a essência do meu post de 2005 continua a mesma.

Mas agora dou meu braço a contorcer vendo (ainda que de longe) a cara que a novela das oito tá dando para o núcleo evangélico da história. (Não sei se é porque quase não assisti quase nada, mas até agora) eu não vi ninguém zoró, não vi nenhuma pseudo-beata tirando as roupas e não vi nenhum pastor mentirosão com cara de bicheiro querendo vender imóveis lá no alto. Não que isso não exista na vida real e a cores, mas é que era só isso que a Globo mostrava, minha gente.

Mas daí agora parece que ela quis se redimir. Não sei se algum roteirista novelístico andou lendo o Pargarávio (eles sempre lêem, esses danadinhos), mas tou vendo muito menos lado negro e mais gente bacana. Com estereótipos, mas só o suficiente. Daí pensei “puxa, preciso me retratar com a dona Globo lá no meu blogue”. E foi isso.

Tá caricatural, claro. Eles parecem um bando de louvadeus bobo-alegres, claro. Mas tevê é caricatural, afinal. E só de terem um espaço menos alívio cômico e mais coadjuvante de verdade no enredo me deixou mais satisfeita.

E, até aí, melhor ser retratado como um insetídio bobo-alegre que como…

ohsusana.jpg

corram para as montanhas!

Heroes brasileiro

Saturday, March 29th, 2008

Eu tinha um tantão de coisas pra falar dessa novela bizarra da Band (ou Record? sempre confundo). Mas preferi transcrever alguns diálogos aqui, me isentando de qualquer interpretação parcial que possa manipulá-los.

Favor ler isso como se estivesse lendo uma bula de remédios, e olhando para o horizonte, blasé, enquanto um dinossauro defeituoso tenta entrar sorrateiro para o mundo do 3D em CGI.

- O pai do meu filho é um mutante. Um vampiro. Ele chegou, começou a conversar comigo, queria meu sangue, não sei o quê.

- Esse policial virou um vampiro. Ele tentou atacar o meu filho!

- É, tentou me atacar também!

- Tem um ditado que diz que o coração dos outros é um território que ninguém pisa. Mas você, com esse poder de ler pensamentos, está pisando.

- Ah, entendi. Nesse caso imagino que você deve estar com medo mesmo.

- E eu nem sei que poder ele pode ter.

- Por que você não pergunta pra ela?

- Ah é. Olha ela passando aqui, vamos, vamos perguntar.

- Eu também estou sentindo a semente do medo. Um calafrio.

- Parece que todos os mutantes sentem isso. É um denominador comum.

- A Maria tem razão. Tem um leão lá fora.

- Ou talvez… (pausa+zoom) UM HOMEM LEÃO.

[fim do capítulo]