Archive for the ‘lamentações’ Category
Charlie!
Wednesday, June 18th, 2008Charlie é uma metáfora pra tantas coisas abstratas da vida.
Além de ser a cara do Terry Jones.
e nessas voltas eu vou
Saturday, May 24th, 2008“Tattoos of memories and dead skin on trial
For what it’s worth it was worth all the whileIt’s something unpredictable, but in the end it’s right.
I hope you had the time of your life”.Green Day
a gente é mesmo desvivente, né? Aprende as coisas, acorda uma manhãzinha com uma epifania do tamanho de um trem, levanta a cabeça sorridente, falando “já saquei tudo de tudo, agora eu vou, tá fácil”, pra desaprender tudo no próximo ano, e ter que aprender tudo de novo. Acho que é assim mesmo, tem que ter graça!
Perdões pelo post choramingas de hoje, é que precisava transbordar isso pra vocês: meus pais vão se mudar da casa que eu morei desde os meus 9 anos (da rua que eu morei desde os meus 4 anos), e passei a tarde com o nariz empoeirado empacotando e encontrando coisas antigas.
E dentre embalagens de pirulitos das Spice Girls, álbuns de figurinhas da Disney, diários escritos por uma mini-Francine de 7 anos de idade, encontrei pedaços de gente. Não no sentido literal, mórbido e bizarro da coisa, embora fosse interessante, quero dizer…. mas pedaços abstratos de pessoas e sentimentos que passaram por mim, ou que ainda estão-mas-não-estão, ou que nunca mais voltarão ou que nunca mais sairão-mas-sairão.
Foram umas horas de esquisitice, sentada no meu quarto que já era ex mas que agora vai ser mais ex ainda, revirando folhas e mais folhas. Do prézinho ao ano passado, tem muita coisa lá. Muita gente preservada lá. Partes de coisas que não fazem mais o menor sentido, coisas que não mereciam mais estar lá. Ou coisas que não fazem mais sentido mas mereciam estar lá ainda assim. Fases, fases, fases. O que assusta, quando eu sei que tudo o que eu mais acredito hoje pode ser só mais uma fase, que um dia vai virar um papel rabiscado, que vai ser loucamente rasgado por mim na próxima limpeza da caixa de lembranças.
Minha tarde foi uma leitura de “como se faz uma Francine” em uma caixa de cartas, um guarda roupa e uma casa já feita de peles mortas das emoções do passado. Descobri que esse “como se faz” é um passo a passo meio esquisito, meio até não-emocionante, uma linguagem “manual de instruções” demais. O que me deixou apreensiva é que ainda assim não aprendi a fazer. Sempre erro o ponto.
Percebi então que tou ausente da vida de muita gente. Tantos cartões e carinhos recebidos, alguns nunca respondidos, vários esquecidos. Queria escrever mais cartas, mandar mais bilhetes sem sentido, ser um pouco mais offline e muito mais presente. E muito mais divertida do que a vida pede.
O ruim mesmo é quando eu vejo que a culpa é minha. O real mesmo é quando eu vejo que a culpa muitas vezes é também das circunstâncias.
Circunstâncias, pra mim, são uns tentáculos meio gosmentos e negros com uns olhos cínicos e que nos carregam por quase todo dia. Elas são feitas de um material meio amorfo que só fica visível aos nossos olhos quando olhamos pra trás. Elas têm uma banda mexicana chamada Las Circunstanzas, se apresentam em uns bares andaluzes e pagam bebida pra todo mundo, pra pegar os humanos desprevenidos.
Saudades, pra mim, é um ventríloquo de madeira mentiroso que vive dentro da gente repetindo coisas que já foram (qualquer uma, pode até ser a festa de ontem) usando adjetivos muito melhores do que os que existem hoje.
acho que é isso. desculpa, obrigada, e um chuvoso tchau para o sobrado amarelo.
“Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou”
Titãs
morderam meu mindinho
Thursday, May 15th, 2008Eu não gosto (não gosto!) quando o Pargarávio está passando por fases de transição. É aterrorizante. Ele fica com uma carinha meio Jekyl, meio Hyde, e eu, eu não fico com carinha nenhuma. Nunca sei em qual personalidade ele vai emperrar, pra eu sair empurrando e dizer “AGORA VAI”.
Realidade mordeu meu dedo e saiu correndo. Volta aqui, ó Mindinho. Ele é útil (é sempre a última unha que eu rôo). Agora os 2 vão povoar o mundo esses dois, ela com aquela cara de azedume dela, e ele, coitado, tão magrinho!
E quanto aos malditos filhosdemeretrizes desanimadores bastardos ignóbeis pargaravio.blogger.com.br que eu vejo me linkarem por aí, querem fazer o favor de atualizar vossas vidas e botar um www.pargaravio.com aí? a gente paga, a gente investe nas coisas, a gente atualiza regularmente a casa nova, mas as pessoas continuam a bater na casa errada.
Se orienta, ô!
XX
Sunday, May 11th, 2008fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa = brigadeiro = tou gorda = fossa Da Cappo.
mulher é um saco.
dias do avesso
Friday, April 18th, 2008° às vezes tenho a impressão de que o mais perto que vou chegar da França é usar uma boina enquanto escuto a trilha de Bicicletas de Belleville.
° às vezes fico receosa de que o máximo que vou crescer na carreira podem ser os 15 centímetros do salto de um escarpim (rosa, por favor).
° às vezes parece que o mais próximo que vou ter de ter filhos vai ser as versões em 2D de determinados personagens que criei.
° às vezes parece que o mais parecido com um carro que vou ter vai ser um cor de laranja com um letreiro no pára brisa.
° às vezes eu tenho impressão de que é tudo impressão. Deve faltar mais que o triplo pela frente, ai que gente pequena que eu sou.
eu tenho problema com pronomes.
Friday, March 28th, 2008 Terça-feira, Setembro 18, 2007
nunca sei usá-los direito.
nunca sei usar eles direito.
nunca sei-los usar direito.
nunca seios usar direito.
nunca os sei usar direito.
nunca usá-los-ei direito.
eu tenho pronomes com problema.
de como eu não darei uma boa redatora publicitária
Friday, March 28th, 2008 Quinta-feira, Maio 24, 2007
sabe, eu tenho um problema muito grave, e isso deve remontar da minha linda infância, quando eu matava minhas Barbies e as enterrava no fundo doquintal. O causo é que eu sou muito digressiva. Não sei se só quando eu escrevo ou se quando falo também é assim. É só eu ter a idéia de escrever, sento diante do computador e, quando começo a digitar, já era. As palavras vão saindo como se eu fosse o próprio Chico Xavier (aquele que eu confundo com o Juca Chaves), e não tenho como evitar. E eu fujo do assunto muitas vezes e fico escrevendo loucamente como se não houvesse amanhã, pra terminar em um texto enorme que ninguém tem paciência de ler. Só eu. Vai ver é porque eu aprendi a ler aos 4 anos e sou meio que viciada nisso (apesar de andar vergonhosamente não pondo em dia esse vício). E isso é um grandesíssimo problema, afinal [e ninguém mandou eu assinalar o X em Publicidade há 3 anos atrás] um dia quem sabe eu trabalharei com redação publicitária, e se tem uma coisa que eu aprendi é que as pessoas não curtem muito anúncios alltype de 52 páginas. Daí que eu tento e me esforço muito pra escrever menos, mas te juro que é mais forte que eu, não dá, quando eu vejo já estourou o número de caracteres em uns 5 mil, e a única coisa que resta pra mim (como sempre) é tocar um tango argentino. Eu já recebi reclamações de leitores preguiçosos do Pargarávio, diversas vezes, então dedico esse post for all… of YOU (com voz de Graham Chapman). Vou até tentar fazer uma versão resumida de todos os futuros posts em uma linha a partir de agora, vai ser divertido e muito mais prático, vocês vão ver só.
sabe, eu tenho um problema, e isso deve remontar da minha linda infância. O causo é que eu sou muito digressiva. Não sei se só quando eu escrevo, mas é só eu ter a idéia de escrever, sento diante do computador e, quando começo a digitar, já era. As palavras vão saindo como se eu fosse o próprio Chico Xavier, e não tenho como evitar. E eu fujo do assunto muitas vezes e fico escrevendo loucamente, pra terminar em um texto enorme que ninguém tem paciência de ler. Só eu. Vai ver é porque eu aprendi a ler aos 4 anos e sou meio que viciada nisso. E isso é um grandesíssimo problema, afinal um dia quem sabe eu trabalharei com redação publicitária, e se tem uma coisa que eu aprendi é que as pessoas não curtem muito anúncios alltype de 52 páginas. Daí que eu tento e me esforço muito pra escrever menos, mas não dá, quando eu vejo já estourou o número de caracteres em uns 5 mil, e a única coisa que resta pra mim é tocar um tango argentino. Eu já recebi reclamações de leitores preguiçosos do Pargarávio, diversas vezes, então dedico esse post for all… of YOU . Vou até tentar fazer uma versão resumida de todos os futuros posts em uma linha a partir de agora, vai ser divertido e muito mais prático.
sabe, eu tenho um problema. O causo é que eu sou muito digressiva. É só eu ter a idéia de escrever, sento diante do computador e, quando começo a digitar, já era. As palavras vão saindo, e não tenho como evitar. Eu fujo do assunto e fico escrevendo, pra terminar em um texto enorme que só eu leio. Vai ver é porque eu sou meio que viciada nisso. E isso é um grandesíssimo problema, afinal um dia eu trabalharei com redação publicitária, e as pessoas não curtem muito anúncios alltype de 52 páginas. Daí que eu me esforço muito pra escrever menos, mas quando eu vejo já estourou o número de caracteres em uns 5 mil, e a única coisa que resta é tocar um tango argentino. Eu já recebi reclamações de leitores do Pargarávio, então dedico esse post for all… of YOU . Vou até tentar fazer uma versão resumida dos futuros posts em uma linha a partir de agora, vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema. eu sou muito digressiva. É só eu sentar diante do computador e já era. As palavras vão saindo. Eu fico escrevendo, pra terminar em um texto enorme que só eu leio. E isso é um problema, afinal um dia eu trabalharei com redação publicitária, e as pessoas não curtem anúncios alltype de 52 páginas. Eu me esforço pra escrever menos, mas quando vejo já estourou o número de caracteres, e a única coisa que resta é tocar um tango argentino. Eu já recebi reclamações de leitores, então dedico esse post a eles. Vou fazer uma versão resumida dos futuros posts em uma linha a partir de agora, vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema: é só eu sentar diante do computador e já era. Eu fico escrevendo, pra terminar em um texto enorme que só eu leio. E isso é um problema, afinal trabalharei com redação publicitária, e as pessoas não curtem ler 52 páginas. Eu me esforço, mas quando vejo já estourou o número de caracteres. Eu já recebi reclamações, então dedico esse post aos que reclamaram. Vou fazer uma versão resumida a partir de agora, vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema: eu fico escrevendo, pra terminar em um texto enorme. Trabalharei com redação publicitária, e as pessoas não curtem ler. Eu me esforço. Eu já recebi reclamações, então dedico esse post. Vou fazer uma versão resumida, vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema: eu fico escrevendo um texto enorme. Trabalharei com redação e as pessoas não curtem ler. Já recebi reclamações. Vou fazer um resumo, vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema. Trabalharei com pessoas que não curtem ler e devia escrever menos. vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema. pessoas não curtem ler. eu devia escrever menos. vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema. vai ser divertido.
sabe, eu tenho um problema.
problema.
