Archive for April, 2008

FAIL

Sunday, April 27th, 2008

ai, eu não pude evitar:

failteste.jpg

E desencontros.

Saturday, April 19th, 2008

(16 de Setembro de 2006)

Dorinha o esperava no portão todos os dias. Sorria, feliz, quando o encontrava. Colocava sua roupa favorita. Quando ele atrasava, corria para a cozinha em busca de seu pote de Lexotans. Quando o telefone tocava, torcia para que fosse ele avisando que hoje estaria de folga, e chegaria em casa com as flores, que tinham até um vaso vazio pronto para recebê-las. Mas ele não a conhecia.

Stella fazia uma tatuagem para cada homem com quem se relacionava. Quanto mais intenso o relacionamento, maior era o tamanho da tatuagem. Os espaços em branco iam ficando cada vez mais escassos. É que quando Stella tinha doze anos, uma cartomante havia lhe contado que o último nome, que seria tatuado no último espaço em branco de seu corpo, seria o seu verdadeiro amor. Aos 98 anos, ela tatuou “Amor só de mãe” e morreu de overdose.

Um raio caiu na Igreja no dia do casamento. O Padre sorriu. Eles iriam se separar daí duas semanas de qualquer forma.

Marta tinha um jogo divertido. Quando se sentia entediada, escolhia alguém para se apaixonar. A regra era não trocar palavras, em hipótese alguma, com o sujeito da paixão. A partir do momento em que travassem conhecimento, a brincadeira acabava e Marta partia para outra. Marta compra ração para seus 50 gatos desde já. Mas tem medo de que os felinos travem conhecimento com ela.

Todas as noites Fernanda orava antes de dormir, pedindo um príncipe que gostasse de All Star e usasse moicano. A dois quarteirões dali, um menino de Allstar e moicano pedia, todas as noites, por um sapo que gostasse de tocar guitarra. Ele colecionava anfíbios músicos e não tinha coração. Só rãs.

Ele não se importava de ter sido trocado por outra mulher. Tudo bem, não tinha como competir. Ela era ruiva. É que levar todos os seus CDs do Jethro Tull também já era demais.

Clara era uma atéia fanática, e Mauro um evangélico convicto. Um dia desistiram de trocar farpas e resolveram trocar alianças. Os fanatismos, amenizados, deram origem a uma prole de cinco filhos: um católico, um umbandista, um espírita, um judeu e um muçulmano. O Natal era uma festa.

Dorothy estava de casamento marcado. Mas fugiu no dia seguinte com uma joaninha.

Se casaram em Las Vegas. Não se conheciam. Metade dos anos seguintes se passou com o casal bêbado. A outra metade, de ressaca. As Bodas de Ouro foram fenomenais.

Sofia parou diante de um túmulo que chamou sua atenção. Olhando para aquele nome ela percebeu, naquele instante, que o sentimento maior que ela tanto procurava sempre esteve ali. 1850-1923. Seus dias de procura tinham terminado. Saiu do cemitério disposta a descobrir mais sobre a vida daquela que foi sua alma gêmea, mas que tinha chegado aqui cedo demais.

Sempre se encontravam vindo de direções contrárias. Ele saindo, ela entrando. E vice-versa. Quando quiseram fazer o caminho inverso, ele entrava e ela saía. Já estava se tornando uma estupidez sem fim. Resolveram, então, andar de ré. Funcionou.

Paulo e Rita se viam todo dia. Sabiam da vida inteira um do outro. Patrocinados pelo Orkut. Mas nenhum era capaz de entabular uma conversação. Apresentados por um amigo em comum, Rita se fingiu de morta e Paulo fingiu precisar sair para comprar selos exóticos para sua coleção inexistente. E viveram infelizes para sempre.

Andavam abraçados, pra cima e pra baixo. Era um casal que se apoiava. Uma belezinha. Um dia ele foi comprar cigarros, ela se desequilibrou, caiu e morreu.

Malvira era uma mulher vivida e experimentada. Mais experimentada que vivida. Casava-se todo começo de mês e enterrava um marido todo fim de mês. Bem, “enterrava” não é a melhor expressão. Quando Malvira morreu, a diversão de seus netos era levar os amiguinhos para conhecerem a sala com os 247 maridos empalhados da boa senhora.


Sábado, Setembro 02, 2006

Saturday, April 19th, 2008

Eu amo São Paulo. Por incrível que pareça. Ano passado eu não gostava, mas o tempo me fez gostar cada vez mais dessa quarta maior cidade do mundo, por vários e vários e vários motivos. Minhas reclamações são só contra a poluição, o trânsito e… a umidade relativa do ar. Porque aqui simplesmente chove quase que tanto quanto no Sertão.

Ok, ok, eu nasci e cresci em uma cidade litorânea, e isso explica tudo. Em Santos realmente chove. Não com três gotas infelizes que aparecem só pra dizer “olhem só pra mim, somos três gotas, vamos chover durante cinco minutos só pra assustar vocês”, igual acontece aqui em Sampa. Terra da Garoa??!! Em um ano aqui, acho que só vi garoa umas 3 vezes. E olhe lá.

É que eu gosto de chuva. Não é o melhor tempo para se pegar ônibus e tudo mais, mas aquele barulhinho de água caindo do céu, as gotas nos vidros das janelas e todo o simbolismo de renovação, bênção e confirmação que chuva tem me deixa muito de bem com a vida.

Agora imagine só meu desespero ao aportar aqui e perceber que chuva aqui é quase que um milagre de Natal. E, pior, quando chove, é um toró legal, mas que dura… o que? No máximo duas horas, se eu for muito otimista. Muito diferente de lá, na terrinha litorânea, onde chove bastante. Tem vezes que chega a chover durante duas semanas seguidas, para minha grande felicidade.

O pior mesmo é ver as reações dos paulistanos em relação à chuva. É só umas gotas começarem a cair, que é um tal de gente correndo e se esmagando de um lado para o outro, como se o mundo fosse acabar a qualquer instante, e o Apocalipse estivesse em seus calcanhares. Ora pois, devo avisá-lo, meu caro amigo fugitivo, que mesmo que seja uma chuva forte, normalmente o máximo que pode acontecer com vossa senhoria se você entrar nela é SE MOLHAR. Nada relacionado a membros decepados, perda da alma ou morte súbita, como as corridas desesperadas dos paulistanos com medo de chuva demonstram. Queridos, aquilo lá caindo do céu não são bolotas de lava, nem setas inflamadas do demo, é CHUVA. Chuva ácida, muito provavelmente, mas chuva. Aquela coisa gostosa que faz bem, que lava a alma, e que inspira.

Aí você abre a janela do ônibus para sair o cheiro de caninos molhados de lá de dentro e todo mundo vira pra você com cara de “ela abriu a janela. Ela vai deixar o mal líquido entrar em contato conosco! A morte nos aguarda com grandes dentes afiados! QUEIMEM A GAROTA COM A BOINA!”. Aí você passa em frente às estações cobertas de metrô e vê 522 pessoas aglomeradas olhando para a chuva com expressão de pânico, sem coragem de pôr o pé para fora do coberto. Imagine se estar esmagado no meio de outras 521 pessoas semi-úmidas é mais confortável do que simplesmente sair e sentir a chuva te molhar.

Deve ser algo cultural. Talvez eu saiba que, em Santos, se eu resolver ficar no coberto para esperar a chuva passar, existe a chance de ter que acampar “no coberto” e lá ficar esperando durante os próximos 3 dias. Enquanto aqui, a chuva mentirosa dura tempo suficiente para que os medrosos possam ficar poucos minutos debaixo do telhado, já sabendo que o seu fim está próximo (o da chuva, não o deles, creio eu).

Claro, não é nada legal chegar encharcado em casa. Dá gripe, leptospirose, baixa auto-estima e demais coisas desagradáveis. Mas isso não é explicação suficiente para as atitudes esquizofrênicas daqueles sujeitos engravatados da Paulista que temem a chuva. Será que eles nunca brincaram de correr no quintal e pular nas poças durante a chuva mais forte do ano? Eu faço isso até hoje. E ficar com gripe depois é inclusive parte da brincadeira. Burricos.

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Saturday, April 19th, 2008

- Meu pai parece o Robin Williams
Parece mesmo.

- Flashmobs musicais
No próximo domingo, todo mundo vestido de Noviça Rebelde cantando The Hills are Alive no vão do MASP.

- Tostitas: o merchan mais sagaz do mundo
Porque o que é aquele desenho açucarado das bolachas Tostitas senão o logotipo da Brahma?

- Viciei em They Might Be Giants
Alguém me faz parar.

- Tenho vergonha da minha coleção de figuras de ação
Se não fosse o Mc Donald’s e o Burger King ela não existiria.

Simples assim.

- Acompanho novela uma vez por mês
Vi o primeiro episódio, vi o último. E entendi tudo.

- Eu já dancei axé
Eu tinha 8 anos. Fui coagida.

E, puxa vida, eu nasci em Santos.

- Falar mal dos outros: tentando parar
Agora, só pelas costas.

- Falar mal dos outros pelas costas: tentando parar
Ah, se os outros colaborassem.

- Compras na 25
Voltei sem um braço, mas aquelas bolsas saíram quase de graça.

- Stalker pride
- E como vai a Rua das Laranjeiras?
- Como você sabe que eu moro lá?
- Intuição feminina.
- E essa faca?

- Comunidade nonsense é hype
Mãe, tô hype.

uma agradável coletânea de pessoas encontradas na minha, na sua, na nossa lista de amigos do MSN*.

Saturday, April 19th, 2008

(27 de Novembro de 2006)

- Número 1: o bibelô
Sábado. Dez da noite. Ele está lá. Segunda feira. 5 da manhã. Ele continua lá. Não importa a hora ou o dia, aquele nick sempre está lá pra você. Você não faz idéia de quem seja esse ser, mas também não faz muita questão de perguntar. A verdade é que você já se acostumou a ver aquele nome lá, e tem certeza de que se algum dia ele não estiver online, algo de muito terrível irá acontecer no equilíbrio espaço-tempo.

- Número 2: a Clotilde
Nada melhor que as Clotildes do MSN pra substituir os doces serões de comadres das décadas anteriores ao Orkut, ao Sílvio Santos e ao rádio. Elas são pessoas muito fofas que sabem que você está morrendo de curiosidade sobre como anda sua vida amorosa, ou como foi aquela micareta do último sábado. Bom mesmo é quando elas se declaram através de letras de músicas. Normalmente você só a conhece de vista, mas quando vê ela passando ao longe dá aquele sorrisinho sarcástico “Rá, o Cleyton pra quem você jurava amor eterno semana passada te deu um pé na bunda que eu tou sabendo”. É, amigo, isso que eu chamo de “digite uma mensagem pessoal”.

- Número 3: o incrível caso do amante online
Esse é aquele caso clássico. Você está lá, bebendo seu Toddynho, e ele aparece, todo uiuiui. Começa com umas indiretas. Depois manda letras de músicas melosas da sua banda preferida. Depois se declara. Não pode viver sem você, desde o dia em que te viu o coração dele bateu mais depressa. No dia seguinte, pega elevador com você e não te cumprimenta. E tasca emoticons de coraçõezinhos. Passa os próximos dias te chamando de amor (no MSN, claro). Aí te pede em casamento em uma mensagem que te faz chorar e se ajoelhar diante do computador. Na semana seguinte, ele te apresenta a namorada.

- Número 4: o simpático misterioso
Em algum fórum ou Orkut por aí ele apareceu. Legal, muito legal. Quase que sua alma gêmea.
- Supimpa! Onde você mora?
- Em Pangaré do Sul.
- Onde é isso?
Ele desconecta. Você não sabe quem ele é, quantos anos tem, nunca viu uma foto. Mas é seu melhor amigo. 80 anos depois você descobre que ele era uma menina de 10 anos tirando uma com a sua cara.

- Número 5: o *OH MEU DEUS MEUS OLHOS….. ARGH*
- oi.
- [uma abelha aparece voando carregando um OI luminoso que pisca. Do lado, um TD rosa se move de um lado pra outro, enquanto um dos personagens dos Rebeldes segura um BEM dançarino e pontos de interrogação sorridentes dançam caracarambacaracaraô piscando pra você]
Aí você tem um ataque epilético.

- Número 6: o stalker
- Nossa, estáile a última foto que você colocou no seu álbum do Orkut!
- M-m-m-as eu acabei de clicar no botão de OK pra colocar ela lá o.O
- Huahuahuahua Mas é estáile!! Eu tava vendo no seu blog que sua tevê é preto e branca, e no seu fotolog que você foi na Super Casas Bahia, e no Youtube….. e naquele site lá…. e zás
- …… =]
- Ei, você fica bem de preto!!
- Eu… ah… mas ei, eu estou de rosa na minha foto do MSN!
- E essa saia jeans com allstar vermelho também são legais. E essa…
- O_O!!!!!!
- Licença, agora eu preciso alimentar o seu fígado, aquele lá que está no altar com fotos suas em momentos prosaicos de sua vida.

- Número 7: o melhor amigo mutante
Ele é seu amigo. Faz tempo. Você o conhece muito muito bem. Mas por MSN, pode jurar que não é ele. Se ele é tímido ao vivo, vai ser a pessoa mais eufórica da sua lista. Se é falante, vai ser um monossilábico individuo. E é isso. Chamem as ovelhas amestradas.

- Número 8: o analista desconhecido
Ele é tipo o primo do ex namorado da sua amiga. Vocês se viram uma vez, em um passeio que durou 15 estranhos minutos, e pegou o MSN dele em um momento de tédio. Mas se conversam diariamente. E a primeira pessoa a quem você recorre quando está deprimido não é a sua mãe, nem seu melhor amigo nem seu ursinho de pelúcia: é ele. Vai entender.

- Número 9: o agente duplo
Tendo em vista as milhares de conversas divertidíssimas que vocês já tiveram no MSN, você pode jurar que vocês são amigos. Daí se encontram ao vivo na festa da Bete, e se cumprimentam como desconhecidos. O problema do agente duplo é que ele não sabe brincar de MSN. Pra ele, a vida virtual é uma e a vida real é outra. E nem tente fazê-lo lembrar de conversas que vocês tiveram pela Internet. Ele vai chorar, sair correndo, se fingir de morto ou simplesmente fazer você pagar por ter revelado a identidade dupla dele.
- João???? Não, aqui não. Me chame de… Loretta.

- Número 10: o risonho
- Acabei de almoçar!
- hehe.
- E aí, como vai aquele trabalho da faculdade? Eu terminei!
- hahahahahaha.
- Então, diz aí: devo entender que você não quer falar comigo ou que eu sou uma pessoa realmente engraçada?

*aquele programa nojentinho que instalou um peão de tabuleiro azul bebê com uma borboleta na lapela (não, não é lapela, ELE ESTÁ NU!!) do lado do relógio do seu computador, e que só existe por causa das pessoas burrrras (leia com sotaque de dublador do Chaves) que começaram a usá-lo só porque ele já vinha instalado no Windows, ao contrário do ICQ, que era muito mais legal, mais bonito, estético, e eu gostava.

6 de julho de 2006

Saturday, April 19th, 2008

Aí eu e a mamãe fomos almoçar, enquanto meu pai e minha irmã escalavam umas pedras (essas coisas de gente metida a Rei das Selvas). E ela - claro, ELA - inventou de pedir uma saladinha de entrada pra nós duas. Não é que eu não goste de salada. Eu só não gosto de nada or ninguém que seja verde e nascido em uma horta. Na verdade nem precisa ser verde. Não sou fã de hortaliças de modo geral. Frutas tudo bem. Eu não bebo sucos, mas frutas me trazem felicidade. Já verduras e legumes… eu acredito que a maioria delas não foi feita para o homem comer. Mas o homem, egoísta e mesquinho como ele só, achou que todas aquelas coisas brotando no mato eram pra ele. Aí deu no que deu: aquele prato de salada, todo bonitinho. Rabanetes picadinhos, cenourinha ralada, alface com dois charmosos tomatinhos-cereja em cima, e tomate. Muito tomate.

Olhei para o prato. Olhei pra minha mãe. O prato olhou pra mim. E ele não queria ser meu amigo. Quando minha querida progenitora disse “se você quer mesmo fazer regime, o seu almoço deveria ser isso e um frango grelhado”, encarei aquilo como uma afronta e resolvi ir em frente. Passei uns quinze minutos jogando óleo de oliva (e misturando a salada), sal (mistura) e limão (mistura mais um pouco). Quando tudo parecia perfeitamente temperado, repeti a operação, pra ganhar mais tempo. Levei os primeiros frutos da terra à boca. Qual não foi meu desespero quando notei que todo aquele tempero não serviu de nada. O rabanete continuava com aquele maldito gosto de rabanete e assim concomitantemente. Então lembrei da cebola, aquele tempero perfeito que me ajuda sempre que preciso dele. Pedi cebola, mas no restaurante da pousada não tinha cebola. Agora, com a mente mais clara, acho que foi uma piada de mau gosto da cozinheira, que estava era escondida em algum lugar rindo loucamente do meu suplício.

Não sei se o problema era eu, a salada ou o tempero, mas minha aflição crescia quando eu notava que o sal não salgava (só podia ser farinha), o limão adocicava e o óleo de oliva era daqueles inodoros, incolores e insípidos. Joguei sal nos tomates cereja. Engoli um por um. Na minha boca eles pareciam exatamente olhos humanos. E eram doces. Apelei para o alface, uma das poucas coisas naturais que são digeridas pelo meu organismo tão doentiamente urbano. Ufa. Agora só faltava a cenoura, os tomates (eram muitos tomates) e os rabanetes. Fechei meus olhos e abri depois de um minuto, na esperança de que eles desaparecessem. Me fingi de morta. E nada. Enquanto isso, ao meu lado, cada garfada voraz da minha mãe era uma garfada no meu coração.

Se ao menos tivesse cebola…

dias do avesso

Friday, April 18th, 2008

° às vezes tenho a impressão de que o mais perto que vou chegar da França é usar uma boina enquanto escuto a trilha de Bicicletas de Belleville.

°  às vezes fico receosa de que o máximo que vou crescer na carreira podem ser os 15 centímetros do salto de um escarpim (rosa, por favor).

° às vezes parece que o mais próximo que vou ter de ter filhos vai ser as versões em 2D de determinados personagens que criei.

° às vezes parece que o mais parecido com um carro que vou ter vai ser um cor de laranja com um letreiro no pára brisa.

° às vezes eu tenho impressão de que é tudo impressão. Deve faltar mais que o triplo pela frente, ai que gente pequena que eu sou.

coisas coisadas

Thursday, April 17th, 2008

+ acordei muito tentada a fazer um Ferris Bueller Day. Mas a Dona Consciência falou mais alto, e resolvi fazer meio Ferris Bueller Day, sem comparecer ao meu encontro diário com o Cásper.

+ daí cheguei e tava passando O Casamento Grego, e revi e cheguei à conclusão de que o roteiro foi livremente inspirado na minha vida. É a caricatura mais perfeita da minha família e suas conseqüências. :D

+ meu computador tinha feito assim ó: puf-puf. Daí meus pais paitrocinaram seu conserto, e os geeks que o consertaram colocaram 1 Giga a mais de alguma coisa mágica que deixou meu computador insanamente mais rápido. Parece que ele tomou café. Estou tendo orgasmos informáticos enquanto uso isso aqui. Mudou algumas lógicas da minha vida, estou inclusive falando mais rápido com as pessoas, rápidorápidorápido. Não no MSN, na vida real. Parece que eu tomei café com guaraná pra me animar.

o presente mais lindo

Friday, April 11th, 2008

eu tenho uma irmã e ela escreve.

Quando a gente era criança e saía no tapa, meu pai punha a gente de castigo. O castigo vez por outra era escrever uma redação contando sobre como foi a briga. No fim da redação, estávamos uma rindo da versão dos fatos da outra e ficávamos amigas de novo.

eu tenho uma irmã e ela escreve. Ela se chama Carol, casou e foi pra longe, mas isso a gente supera.

eu tenho uma irmã e ela escreve. Ela curte poesias e eu não, mas uma das poucas poesias que gosto na minha vida ela fez pra mim. :)

Uma Homenagem a KeinNul e à sua fundadora

Um tributo a Carroll.

 

 

 

Imagens em mosaico colorido.

    em submarinos amarelos…

 

 gritantes calabouços

 

            pães-de-ló dourados

 

batatas com lantejoulas.

 

                  melancias etéreas,

                  melancias holográficas,

                  melancias metafísicas.

 

rolando cabeças de alfinetes no palheiro.

 

caipirinhas de limão que dançam quadrilha.

 

jogar dominós vácuos.

olho de vidro e nariz de pica-pau.

 

Porque pandas de chocolate e elefantes cor-de-rosa estão em extinção.

o Gênio do Chamyto roubou minha felicidade.

Thursday, April 10th, 2008

e é assim que a propaganda se infiltra em nossas vidas e rouba nossos prazeres.

vi o Gênio do Chamyto surgir em algum lugar do meu messenger. Cliquei nele porque tenho um crush no Gênio do Chamyto  achei divertido. Então pulularam dezenas de Gênios fazendo caras e bocas pra mim entre meus emoticons.

E agora, toda vez que digito “feliz”, aparece um gênio do Chamyto tentando seduzir meu interlocutor.